As causas são bem documentadas. As soluções também.
Por que os rolamentos falham tão rápido e como estender os intervalos de lubrificação?
As causas são bem documentadas. As soluções também.
Resposta rápida: cerca de metade das falhas prematuras de rolamentos está associada a lubrificação inadequada ou contaminação: o produto errado, a quantidade errada ou a presença de contaminantes. Ao selecionar o lubrificante certo, documentar as rotinas e aplicar tecnologias avançadas como a MicPol®, empresas industriais comprovadamente estendem seus intervalos de lubrificação de duas a doze vezes.
Um rolamento projetado para uma longa vida útil ainda pode falhar prematuramente quando a lubrificação, a contaminação, a montagem ou as condições de operação não são devidamente controladas. A linha para. A equipe faz hora extra. Em muitos casos, a lubrificação é um dos fatores envolvidos.
Segundo a SKF, 36% de todas as falhas prematuras de rolamentos são causadas por lubrificação inadequada e outros 14% por contaminação. Ainda assim, a maioria das empresas destina apenas 1% a 3% do orçamento de manutenção aos lubrificantes. Os danos causados pela lubrificação inadequada podem representar de 15% a 40% do orçamento de manutenção, dependendo do setor e do nível das práticas atuais. Este artigo explica as causas e o que você pode fazer a respeito. Para uma visão mais ampla de como a Interflon ajuda as organizações a reduzir essa lacuna.
As 5 causas mais comuns de falha prematura de rolamentos
1. Lubrificação incorreta: pouco, demais ou o produto errado
É a causa mais comum. A baixa lubrificação pode resultar em separação insuficiente pelo filme lubrificante, aumentando o atrito, o calor e o desgaste. O excesso de lubrificação é menos visível, mas também pode causar sérios problemas no rolamento. Veja mais abaixo
Graxa endurecida e degradada em um eixo com mancal. A substância marrom/bege e granulada é sinal de degradação do lubrificante causada por seleção incorreta do produto ou por um intervalo de lubrificação excessivo, uma das causas mais comuns de falha prematura de rolamentos.
A seleção do produto é tão importante quanto a quantidade. Uma graxa com viscosidade inadequada, espessante incompatível ou aditivos EP insuficientes simplesmente não consegue oferecer a proteção que a aplicação exige.
Observação: alguns aditivos EP podem causar corrosão do cobre quando em contato com metais amarelos, como latão ou bronze. Consulte a tabela de compatibilidade de graxas e óleos antes de combinar lubrificantes.
2. Contaminação: água, poeira e produtos químicos de processo
Responsável por cerca de 14% das falhas prematuras de rolamentos. A água pode reduzir o desempenho do lubrificante e favorecer a corrosão. Contaminantes sólidos podem marcar ou desgastar por abrasão as superfícies de contato do rolamento, enquanto produtos químicos de processo podem afetar as vedações, a estabilidade do lubrificante ou a proteção contra corrosão.
Graxa endurecida e degradada em um eixo com mancal. A substância marrom/bege e granulada é sinal de degradação do lubrificante; a própria graxa degradada se torna um contaminante, acelerando o desgaste das pistas e a falha prematura do rolamento.
Em ambientes com lavagens de alta pressão ou processos produtivos abertos, o controle da contaminação é tão importante quanto a seleção do produto.
3. Montagem inadequada
16% dos defeitos em rolamentos têm origem na instalação. Técnicas de montagem incorretas, golpes de martelo no anel do rolamento e a falta de verificação do alinhamento introduzem danos no momento da montagem que só se manifestam durante a operação.
4. Desalinhamento
Rolamentos desalinhados sofrem tensões de contato assimétricas. Isso acelera os danos por fadiga e aumenta a geração de calor. Verificações periódicas de alinhamento são uma medida básica frequentemente negligenciada na prática.
Desalinhamento do rolamento – desgaste assimétrico na pista causado pelo desalinhamento do eixo. Mesmo alguns décimos de milímetro de desalinhamento angular ou paralelo são suficientes para concentrar a carga em um dos lados do rolamento, reduzindo drasticamente sua vida útil.
5. Sobrecarga e danos por fadiga
34% dos defeitos resultam de fadiga causada por sobrecarga ou manutenção incorreta, tanto mecânica quanto térmica.
Excesso de Lubrificação: tão prejudicial quanto a falta de lubrificante
O excesso de lubrificação é muito subestimada na indústria. Quando o alojamento do rolamento contém graxa demais, os elementos rolantes podem agitar esse excesso, aumentando as perdas por atrito e a temperatura de operação.
Temperaturas mais altas aceleram o envelhecimento da graxa e podem reduzir sua vida útil. A graxa excessiva também pode aumentar a pressão no alojamento e contribuir para vazamentos ou danos às vedações.
Para rolamentos lubrificados com graxa, a SKF adota uma diretriz prática de relubrificação na qual o intervalo calculado é reduzido pela metade a cada aumento de 15 °C na temperatura de operação acima de 70 °C, até o limite de alta temperatura aplicável à graxa. O intervalo real também depende do tipo de rolamento, da velocidade, da carga, da contaminação e da graxa utilizada.
Reconheça o excesso de lubrificação por graxa escapando pelas vedações, por um ponto de rolamento anormalmente quente após a relubrificação e pelo aumento do consumo de energia do acionamento.
A solução não é dar menos atenção à lubrificação, e sim mais precisão.
Como estender os intervalos de lubrificação? Seis estratégias comprovadas
1. Selecione o lubrificante certo para a aplicação
Viscosidade, índice de viscosidade, grau NLGI, tipo de espessante e aditivos devem ser compatíveis com a temperatura, a velocidade, a carga e o ambiente. O rolamento de um motor elétrico em uma sala limpa e seca exige uma graxa diferente da utilizada em uma corrente transportadora em um frigorífico.
Relubrificar com mais frequência usando um produto escolhido incorretamente nunca trará os resultados que um produto bem escolhido, com intervalos mais longos, proporciona. Entender as 6 funções de um lubrificante ajuda a esclarecer por que a seleção do produto é tão crítica. Para uma visão geral dos componentes da graxa — óleo base, espessante e aditivos —, consulte Propriedades da graxa.
2. Sempre limpe antes de lubrificar
Limpe a graxeira e a área ao redor antes de aplicar graxa nova, para evitar que sujeira entre no rolamento. A relubrificação de rotina não exige necessariamente a remoção de toda a graxa existente: o procedimento correto depende da configuração do rolamento, do alojamento e do método de relubrificação.
Ao trocar de graxa, verifique primeiro a compatibilidade entre os lubrificantes. Se os produtos forem incompatíveis, ou se a graxa existente estiver muito degradada ou contaminada, o lubrificante antigo deve ser removido tanto quanto possível antes da introdução do novo produto.
3. Use a quantidade correta e calibre sua pistola de graxa
Defina a quantidade exata necessária por ponto de lubrificação, em gramas, registre-a no plano de lubrificação e calibre a pistola de graxa de acordo. Medir quanto de graxa a pistola fornece por acionamento é um investimento único de cinco minutos que evita estruturalmente o excesso de lubrificação.
4. Considere sistemas de lubrificação automática
Lubrificadores automáticos de ponto único e sistemas automáticos multiponto podem reduzir o risco de dois problemas comuns de execução: pontos de lubrificação esquecidos e quantidades inconsistentes. O projeto correto do sistema, a seleção do lubrificante, a dosagem e a manutenção continuam sendo essenciais. Resultados de campo documentados pela Interflon mostram até 85% menos tempo de mão de obra em lubrificação e de 50% a 80% menos consumo de lubrificante.
Conheça as ferramentas de lubrificação e os sistemas de lubrificação automática.
5. Documente tudo em um banco de dados de lubrificação
Sem documentação, a gestão da lubrificação depende da memória de cada colaborador. O ILAC® (Interflon Lubrication And Control) registra o produto, a quantidade, o intervalo e o método de execução por ponto de lubrificação. O sistema apoia a preparação para auditorias ISO, HACCP (APPCC) e ICML 55.1.
6. Escolha lubrificantes com tecnologia avançada
Nem todos os lubrificantes têm a mesma capacidade de estender os intervalos de lubrificação. Lubrificantes com tecnologia MicPol® formam um filme de barreira com aderência duradoura, que permanece funcional por mais tempo do que as graxas convencionais, mesmo sob cargas variáveis, umidade e contaminação.
O que é a tecnologia MicPol®?
MicPol significa Micronizado e Polarizado. As partículas micronizadas nivelam os picos microscópicos da superfície, reduzindo o atrito no ponto de contato. As partículas polarizadas se ligam química e mecanicamente ao metal e não são removidas pela água nem pela carga.
O resultado: uma barreira homogênea e hidrorrepelente, que atua em todas as velocidades, protege durante partidas e ciclos de liga-desliga e é totalmente livre de PFAS.
| Situação | Antes | Depois |
| Unidade de processamento de maçãs | Lubrificação semanal; componentes substituídos a cada safra | Uma vez por safra, zero paradas, vida útil dos componentes 2 a 3 vezes maior |
| Guindaste offshore – rolamento de giro | Desgaste acelerado e alto custos com resíduos | 26,6% menos lubrificante, 75% menos custos com resíduos, 44.687 kg de CO₂ evitados |
| Processamento de aves (Marel) | Lubrificação semanal, 1.000 h/ano, falhas de rolamentos | Lubrificação quinzenal, 87% menos graxa, 950 h economizadas |
| Mineração de agregados, Steengoed | Intervalo de 2 semanas, 3 tipos de graxas | Intervalo de 3 meses, 1 tipo de graxa, 432 h economizadas |
Quando devo relubrificar? Diretrizes práticas
Cinco fatores determinam o intervalo de lubrificação.
Temperatura: afeta fortemente a vida útil da graxa. Para rolamentos lubrificados com graxa, a SKF recomenda reduzir pela metade o intervalo de relubrificação calculado a cada aumento de 15 °C acima de 70 °C, dentro dos limites de temperatura da graxa.
Velocidade do rolamento: costuma ser expressa pelo fator de velocidade n × dm, em que n é a rotação e dm é o diâmetro médio do rolamento. É um dos vários fatores que influenciam a seleção da graxa e os intervalos de relubrificação, junto com a carga, a temperatura e as propriedades da graxa. O artigo Regimes de lubrificação explicados: da lubrificação limite ao filme completo aborda como o tipo de filme afeta o intervalo de lubrificação.
Carga e ambiente: juntos, aceleram a ruptura do filme lubrificante. Cargas radiais elevadas, vibração, umidade, agressividade química e contaminação reduzem significativamente o intervalo.
Monitoramento de condição: técnicas como ultrassom, análise de vibração ou monitoramento de temperatura podem ajudar a otimizar os intervalos de relubrificação quando aplicável. O melhor método depende da aplicação e da criticidade do ativo.
Motores elétricos: nos rolamentos de motores elétricos, abra os canais de alívio de graxa ou os bujões de dreno quando especificado pelo fabricante. Isso permite que o excesso de graxa escape e ajuda a evitar o excesso de lubrificação e danos às vedações.
Conclusão
Muitas falhas prematuras de rolamentos podem ser evitadas quando a lubrificação é tratada como um processo controlado de confiabilidade, e não como uma simples tarefa rotineira de engraxamento. Melhor seleção de lubrificantes, aplicação, controle de contaminação e gestão de intervalos podem reduzir falhas, intervenções de manutenção e paradas.
Os lubrificantes representam apenas uma pequena parcela dos custos de manutenção, enquanto a lubrificação inadequada pode ter um impacto muito maior.
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Autor: Janneke van der Pol, MLT1
revisado por: Mika Römpötti, Technical Manager Interflon Finland
& Vincenzo Tais, Technical Director Interflon Italy
Perguntas e Respostas
A causa mais comum de falha de rolamentos na indústria é a lubrificação incorreta. Isso inclui usar lubrificante de menos, lubrificante demais, o tipo errado de lubrificante ou aplicá-lo no intervalo errado. Segundo a SKF, 36% de todas as falhas prematuras de rolamentos estão diretamente relacionadas à lubrificação inadequada e outros 14% à contaminação. Outras causas importantes incluem montagem inadequada, responsável por 16%, e fadiga, responsável por 34%. Um plano estruturado de gestão da lubrificação ajuda a reduzir as falhas prematuras, melhorar a confiabilidade das máquinas e prolongar a vida útil dos rolamentos.
Para saber quando relubrificar um rolamento, calcule o intervalo de relubrificação com base no tipo e tamanho do rolamento, velocidade, carga, temperatura de operação, graxa selecionada e condições ambientais, junto com as orientações do fabricante do equipamento (OEM) ou do rolamento. Métodos de monitoramento de condição, como o ultrassom, podem então ajudar a otimizar o intervalo em aplicações adequadas.
Para uma lubrificação consistente, cada ponto de lubrificação deve ter um intervalo de relubrificação documentado em um plano de gestão da lubrificação.
A diferença é que a sublubrificação (pouco lubrificante) pode resultar em separação insuficiente pelo filme lubrificante, aumentando o atrito e o desgaste, enquanto o excesso de graxa (sobrelubrificação) no rolamento pode causar agitação, temperaturas de operação mais altas e, possivelmente, vazamentos ou problemas nas vedações. Tanto a sobrelubrificação quanto a sublubrificação podem contribuir para a falha prematura do rolamento.
Para evitar danos relacionados à lubrificação, a quantidade correta de lubrificante deve ser definida para cada ponto de lubrificação e aplicada de forma consistente.
Os intervalos de lubrificação só podem ser estendidos sem perda de confiabilidade quando o lubrificante continua eficaz e o componente permanece adequadamente protegido durante todo o intervalo mais longo. Comece com uma linha de base documentada, selecione um lubrificante adequado às condições de operação e estenda os intervalos gradualmente, dentro das restrições do OEM e de engenharia aplicáveis, monitorando a aplicação.
Lubrificantes com tecnologia MicPol® têm apresentado resultados reais em aplicações da Interflon, incluindo a extensão dos intervalos de lubrificação de duas semanas para três meses, mantendo a confiabilidade.
A tecnologia MicPol® ajuda na lubrificação de rolamentos ao criar um filme de barreira durável e hidrorrepelente na superfície metálica. A MicPol® combina partículas micronizadas, que nivelam os picos microscópicos da superfície; partículas polarizadas, que se ligam ao metal; e óleo base polarizado, que forma uma ponte de ligação. Essa tecnologia reduz o atrito, permite intervalos de lubrificação mais longos e ajuda a proteger os rolamentos contra desgaste e umidade. A tecnologia MicPol® é livre de PFAS.